A Microsoft apresentou uma memória jurídica em 13 de agosto contestando sanções probatórias que os autores de notícias estão buscando contra a OpenAI — sua maior investida e co-ré no mesmo caso.
A postura incomum
"Os Autores de Notícias não apresentaram esta Moção contra a Microsoft e não alegaram que a Microsoft teve qualquer papel em qualquer suposta destruição de provas", diz a petição. Ela argumenta que a Microsoft ainda precisa responder "devido ao risco significativo de prejuízo reflexo para a Microsoft se o Tribunal impuser as sanções probatórias e as inferências adversas solicitadas contra a OpenAI".
O argumento
A Microsoft diz ao tribunal que há "praticamente nenhuma forma de instruir efetivamente um júri" a aplicar uma inferência adversa a apenas uma ré, e que separar os julgamentos pioraria a situação, porque as testemunhas da OpenAI "estariam fora do alcance da intimação do Tribunal". A empresa também afirma que a proibição pedida para que a OpenAI se apoie em determinadas provas forçaria a Microsoft "neste décimo primeiro momento a desenvolver sua própria prova de refutação, a um custo substancial".
O que está sendo sancionado
A moção subjacente, apresentada em 9 de julho de 2026 pelo New York Times, Daily News e outros veículos, alega que a OpenAI afirmou que não poderia pesquisar seus sistemas em busca de obras dos autores quando a capacidade já existia, e que registros de conversas foram apagados ou tornados impossíveis de pesquisar.
Por que a disputa é tão importante
Uma instrução de inferência adversa permitiria a um júri presumir que o material ausente teria demonstrado infração. É a decisão probatória de maior peso disponível no caso, e as partes estão entrando na fase de memoriais de julgamento sumário sob limites de palavras definidos em 7 de agosto.
A aliança que acabou de rachar
Microsoft e OpenAI vinham alinhadas como rés desde que o caso foi consolidado. Esta é a primeira petição em que o interesse da Microsoft em limitar sua própria exposição está formalmente registrado contra uma decisão que sua parceira combate — e é a Microsoft dizendo ao juiz que as duas empresas não podem ser separadas de forma limpa diante de um júri.
