Zhongji Innolight, a fabricante chinesa de transceptores ópticos de 800G e 1.6T que conectam aceleradores de IA dentro de data centers, listou-se em Hong Kong em 30 de julho. A empresa vendeu 54,5 milhões de novas ações H a HK$ 980, levantando HK$ 53,41 bilhões em valor bruto — cerca de US$ 6,81 bilhões — com receita líquida de HK$ 52,89 bilhões. Trata-se da maior listagem de Hong Kong desde a da Alibaba, em 2019, e da segunda maior da Ásia neste ano.
O pregão
O papel nunca negociou acima do preço da oferta. As ações abriram a HK$ 971, alcançaram a máxima de HK$ 973, tocaram a mínima de HK$ 880 — queda de 10,2% — e se recuperaram para fechar a HK$ 960, em baixa de 2,04%. A maior parte da cobertura em agências publicou números intradiários em torno de 4% ou 8%; o movimento de fechamento foi de 2,04%, e a queda próxima de 10% é o número que descreve a sessão.
Os fundamentos não são o problema
A receita do primeiro trimestre foi de RMB 19,5 bilhões, alta de 192%; o lucro líquido, de RMB 6,32 bilhões, alta de 274%. Entre os clientes estão Nvidia, Google, Meta e Huawei, e a Nomura espera que a empresa detenha cerca de 30% do mercado global de transceptores de IA. Cerca de 33 investidores âncora aportaram cerca de HK$ 27 bilhões, entre eles Temasek, a Abu Dhabi Investment Authority, BlackRock, JPMorgan Asset Management, Alibaba e Tencent.
A revelação que ninguém destacou
A empresa foi incluída em uma lista negra pelo Departamento de Defesa dos EUA em junho de 2026 por supostos vínculos militares — algo que ela nega em seu próprio processo de listagem em Hong Kong. 61,7% da receita do primeiro trimestre veio de clientes nos EUA.
E a outra listagem
Suas ações em Shenzhen fecharam a RMB 864,00, em queda de 9,15%, após recuarem 15,7% em 28 de julho. Os recursos serão destinados em 35% a P&D em interconexão óptica e em 30% à ampliação da capacidade anual em 50 milhões de módulos ao longo de três anos.
