A Qualcomm anunciou em 29 de julho que havia concluído a aquisição da Modular, empresa responsável pela linguagem Mojo e pela plataforma de inferência MAX. O negócio foi anunciado em 24 de junho; o que muda agora é apenas o fechamento.
O preço saiu menor
Nenhum dos comunicados à imprensa divulga os termos, e o valor de US$ 3,9 bilhões que circula amplamente é uma estimativa da época de junho — um teto de ações multiplicado pelo preço mais alto que a Qualcomm tinha então. O 10-Q traz a contraprestação efetiva: cerca de US$ 3,1 bilhões, principalmente 18 milhões de ações emitidas em uma colocação privada. As ações da QCOM recuaram entre a assinatura e o fechamento, então o preço terminou cerca de US$ 800 milhões abaixo do que foi divulgado. Cerca de 4 milhões de ações, no valor de aproximadamente US$ 700 milhões, vão para determinados executivos sob uma exigência de serviço de quatro anos — parte remuneração, parte e não preço de compra. A última avaliação privada da Modular foi de US$ 1,6 bilhão, em setembro de 2025.
O que Lattner vai comandar
Chris Lattner — criador de LLVM, Swift e MLIR — passa a ser vice-presidente executivo de Software e Plataformas Avançadas de IA. Mojo, MAX e Modular Cloud continuam como produtos e marcas, com investimento ampliado, e a Qualcomm reafirma o compromisso com um ecossistema aberto e heterogêneo entre CPUs, GPUs, NPUs e silício personalizado.
Por que uma fabricante de chips compra um compilador
A Nvidia detém cerca de 85% dos aceleradores de IA, e a vantagem competitiva está na CUDA, não no silício. Uma camada de compilação portátil é a resposta padrão, e a Qualcomm agora comprou a mais credível entre as independentes, enquanto leva seu programa Dragonfly para os data centers.
A tensão
Uma cadeia de ferramentas neutra em relação a fornecedores agora pertence a uma empresa que precisa se diferenciar. A Qualcomm diz que a neutralidade continua; os desenvolvedores que adotaram a Mojo justamente porque ninguém a controlava vão julgar isso pelo que for entregue.
