HII, a maior construtora naval militar dos EUA, disse em 6 de agosto que assinou acordos de produção baseados em desempenho, com duração de sete anos, no valor de até US$ 900 milhões com Path Robotics e GrayMatter Robotics. A adjudicação depende de ambas as empresas cumprirem marcos definidos de maturidade tecnológica, maturidade de fabricação e desempenho.

Um teto, não um cheque

"Até US$ 900 milhões" é a expressão usada no próprio comunicado da HII. Nenhum dinheiro é garantido, e a HII não divulga a divisão entre os dois fornecedores — vários veículos relatam que a Path Robotics ficaria com até US$ 600 milhões, o que não aparece no anúncio. Tampouco se trata de um contrato da Marinha: a HII é a compradora.

O que os robôs fazem

O programa HYPR — High-Yield Production Robotics — abrange soldagem, esmerilhamento, jateamento, pintura, montagem e inspeção autônomos, aplicados a porta-aviões, submarinos, destróieres, navios anfíbios, futuras fragatas e embarcações de superfície não tripuladas. A Path fornece robôs de soldagem; a GrayMatter fornece sistemas robóticos de lixamento.

A limitação que se tenta contornar

A HII planeja terceirizar mais de 2,5 milhões de horas de construção naval em 2026, um aumento de 30% em relação a 2025. Cascos navais derrotam a automação fixa porque a combinação de peças, a geometria e a escala mudam o tempo todo. Eric Chewning, da HII, descreveu o acordo como "automação que pode se adaptar a níveis extremos de complexidade, variedade e tamanho" — exatamente o que os robôs industriais convencionais não conseguem fazer.

Onde isso se encaixa

É o maior compromisso comercial até agora para levar IA física adaptativa à manufatura pesada de defesa, e veio no mesmo dia em que a Hadrian captou US$ 1,37 bilhão pelo mesmo princípio a partir da outra ponta: uma empresa está comprando os robôs, a outra está sendo financiada para operar a fábrica.