Hadrian anunciou em 6 de agosto uma Série D de US$ 1,37 bi a uma avaliação pós-money de US$ 7,87 bi — cerca de cinco vezes o patamar de sua Série C de US$ 260 milhões, realizada doze meses antes. É a maior rodada de venture da semana.

Pós-money, e arredondada para cima

Dois detalhes se perdem nas manchetes. A avaliação é pós-money, então os US$ 1,37 bi já estão incluídos nela, e não somados por cima. E ela é de US$ 7,87 bi, não os "US$ 8 bi" que a maior parte da cobertura traz. A PitchBook estima o total captado pela Hadrian em cerca de US$ 2 bi.

Quem assinou os cheques

As co-líderes são WCM Investment Management, Washington Harbour Partners, Valor Equity Partners, 137 Ventures e Baillie Gifford, com o JPMorganChase Strategic Investment Group como âncora por meio de sua Security and Resiliency Initiative. Entre os demais investidores estão 1789 Capital, Morgan Stanley Wealth Management, fundos administrados pela Apollo, T. Rowe Price, CapitalG, Andreessen Horowitz, Founders Fund, Lux Capital, Altimeter e Construct Capital.

O que ela realmente fabrica

A Hadrian opera quatro instalações que somam pouco menos de 3 milhões de pés quadrados — duas em Torrance, além de Mesa, Arizona, e Muscle Shoals, Alabama — vendendo "Factories-as-a-Service" para peças de precisão, munições, construção naval e sistemas autônomos. A frase do fundador Chris Power: "A produção agora é a linha de frente da dissuasão".

Não é uma empresa de IA

Chamar isso de uma startup de IA que levanta US$ 1,37 bi exagera. A Hadrian é uma fabricante por contrato que opera suas linhas com engenharia de processos, IA e robótica; o produto são peças usinadas. As expansões de quadro de funcionários e número de fábricas repetidas amplamente vêm de reportagens secundárias, não do comunicado da Hadrian, que diz apenas que fábricas e linhas adicionais entrarão em operação dentro de um ano. Os US$ 2,4 bi associados ao site do Alabama em algumas coberturas são o valor de uma parceria público-privada, não receita.