A startup de interconexão óptica Lumilens saiu do modo stealth no fim de 6 de agosto, revelando ter levantado mais de US$ 900 milhões מאז sua fundação no início de 2024. O valor que realmente importa é menor e mais recente: uma Série C de US$ 700 milhões, em uma avaliação de US$ 5,51 bilhões.
O que vende
Duas coisas. Óptica co-packaged e near-packaged para scale-up, que levam o I/O óptico diretamente à GPU, e transceptores pluggable para scale-out em 800 Gbps e 1,6 Tbps. A premissa é que o cobre entre aceleradores esgota alcance e orçamento de energia antes que a computação perca fôlego.
O cap table
A Série C foi liderada conjuntamente por Atreides Management, Bain Capital Ventures, Meritech, Seligman Ventures e Spark Capital, com participação de Qualcomm e mais de uma dezena de outros investidores; Peak XV e EDBI também são citadas. O fundador Ankur Singla já criou a Contrail Systems, vendida para a Juniper, e a Volterra, vendida para a F5.
Três números que não são captação
A empresa afirma que está enviando um primeiro produto para data centers de IA em produção, sob um "contrato de cliente multibilionário". Trata-se de um contrato comercial, não de capital levantado, e nenhum cliente é identificado. Singla também diz que uma segunda geração de chips já foi concluída em tape-out para implantação no próximo ano, enquanto a produção em larga escala de CPO ainda está a dois a três anos de distância.
O que a avaliação precifica
US$ 5,51 bilhões para uma empresa cujo produto principal deve ser implantado em volume por volta de 2029 não é uma aposta na velocidade de execução. É uma aposta na restrição: a de que a largura de banda entre GPU e GPU, e não a quantidade de GPUs, define o teto do tamanho dos clusters — e de que quem resolver isso ficará com cada rack.
