Texto de agência publicado às 14:13 UTC de 27 de julho informou que um fabricante chinês com apoio estatal começou a construir scanners de litografia ultravioleta profunda por imersão — a classe de ferramentas que a ASML praticamente monopolizou e a principal premissa por trás dos controles ocidentais de exportação sobre a indústria de chips da China.
Os números em discussão
O plano prevê aproximadamente cinco sistemas em 2026 e cerca de 20 em 2027. O produtor é ligado à Shanghai Yuliangsheng, uma empresa associada à SiCarrier e à Huawei; a reportagem observa que o fabricante não foi identificado por causa da sensibilidade do tema. As primeiras entregas devem ocorrer ainda este ano para SMIC, Hua Hong Semiconductor e CXMT. A SMIC teria testado uma ferramenta de imersão da Yuliangsheng desde setembro de 2025. A DUV por imersão alcança a faixa de 28 nm em uma única exposição e a faixa de 7 nm por meio de multipatterning, ao custo de precisão de overlay e rendimento.
O que o mercado fez com isso
Em poucas horas, a ASML caiu entre 4,6% e 7%, dependendo da bolsa, a BE Semiconductor recuou 8,5%, a Soitec caiu 5% e a Infineon, 3%. A Nvidia perdeu 5% e o índice SOX, 2,23%. A China responde por cerca de 20% das vendas líquidas da ASML neste ano, ante 33% em 2025.
‘Produção em massa’ está fazendo muito trabalho aqui
Vários veículos deram ao caso o título de início da produção em massa. O texto de agência diz o contrário: a ferramenta “ainda fica atrás em desempenho e confiabilidade e precisa de mais testes antes da produção em massa”, com qualificação ao longo dos próximos meses e rendimentos abaixo dos melhores do setor. Cinco unidades por ano equivalem a 3,8% dos 131 sistemas de imersão que a ASML embarcou em 2025 — uma linha-piloto, não uma substituição. Subsistemas críticos ainda são importados do Japão, portanto isso também não representa autossuficiência. E DUV não é EUV: nada disso encerra a lacuna na frente de ponta.
A ressalva sobre a fonte
O relatório original é de um único veículo com acesso pago. A ASML recusou-se a comentar e nenhuma empresa chinesa confirmou a informação. Um piloto de cinco máquinas, não confirmado por nenhuma parte identificada, movimentou cerca de US$ 50 bilhões em valor de mercado em uma tarde — o que diz tanto sobre a fragilidade da tese de controle de exportações quanto sobre a litografia.
