Enquanto a maioria das startups de agentes busca e-mails e planilhas, a Arrakis mira pisos de fábrica e linhas de voo. A empresa, sediada em Londres e Paris, saiu da stealth em 22 de julho com cerca de US$ 38 milhões — uma rodada Série A de US$ 30 milhões liderada pela Blossom Capital, somada a um seed de US$ 7,5 milhões liderado pela Accel concluído em março — com uma avaliação pós-dinheiro de US$ 140 milhões, informou a Fortune com exclusividade.

A tese

O fundador e CEO Rafael Quintanilla, ex-investidor da Accel, argumenta que o maior retorno econômico da IA está nos setores industriais, não no trabalho de escritório. A Arrakis constrói uma camada operacional que implanta agentes de IA em operações de missão crítica — aeroespacial, energia, logística e manufatura — onde erros custam dinheiro de verdade e o tempo de inatividade é medido em milhões.

A equipe

Os cofundadores Haroun Beltaifa e Romain Fouilland vieram da Palantir, e Mikhail Galkov, da Delivery Hero — um DNA de atuação direta no cliente que combina com a estratégia de vender para a indústria. A empresa tem cerca de 15 pessoas e pretende triplicar o quadro, expandindo para Nova York e Oriente Médio.

Os apoiadores

Entre os investidores-anjo estão Olivier Pomel, CEO da Datadog, e Olivier Godement, chefe de produtos de negócios da OpenAI, além de Junaid Hussein, fundador da Cambridge Aerospace. A convicção da Blossom: a IA industrial é onde a Europa pode realmente vencer.

A abordagem

A Arrakis é agnóstica em relação a modelos — orquestrando modelos da OpenAI, Anthropic e de código aberto, em vez de treinar o seu próprio — e já conta com cinco clientes cerca de sete meses após sua fundação, em janeiro. A Série A teve participação de Accel, GFC, MainObject e Rerail, além da liderança da Blossom — uma captação incomumente concorrida para uma empresa tão jovem e um sinal de como a tese dos agentes industriais se tornou disputada entre os fundos europeus.