O Departamento de Eficiência Governamental está morto; sua rede de ex-integrantes está apenas começando. A Cathedral, uma startup de cibersegurança militar com IA fundada por quatro ex-funcionários do DOGE, saiu da discrição em 22 de julho com US$ 160 milhões liderados por Andreessen Horowitz e Sequoia Capital, a uma avaliação de US$ 1,4 bilhão, informou a Reuters com exclusividade.
Os fundadores
A quartet tornou-se famoso — e controverso — como os cortadores de custos de Elon Musk: Gavin Kliger, mais recentemente chefe de dados do Pentágono; Luke Farritor, o ex-estagiário da SpaceX que ganhou fama ao decifrar pergaminhos de Herculano antes de cortar orçamentos da GSA; Marko Elez, o ex-engenheiro da SpaceX que trabalhou em sistemas do Tesouro; e Jack Stein.
O produto
A Cathedral desenvolve operações cibernéticas orientadas por IA para as Forças Armadas e o governo dos EUA — explicitamente tanto ofensivas quanto defensivas — voltadas a adversários como a China. A empresa também está avaliando adquirir um data center ou fechar parceria com um fornecedor para computação dedicada, refletindo a natureza classificada do trabalho.
A aposta dos investidores
As duas firmas líderes ocupam assentos no conselho — a16z e Sequoia dobrando a aposta em tecnologia de defesa com avaliação de unicórnio em seed para uma empresa sem produto ou contratos divulgados.
O risco
O DOGE foi formalmente dissolvido em 4 de julho, e seus veteranos continuam polarizadores — Elez renunciou ao cargo no Tesouro depois que o Wall Street Journal revelou postagens racistas em redes sociais, apenas para ser recontratado dias depois. A Reuters observa o risco óbvio: as perspectivas de contratos governamentais da Cathedral podem encolher drasticamente se os democratas retomarem o Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro. Por enquanto, os fundadores estão vendendo a Washington a mesma coisa que venderam a Musk: velocidade e uma tolerância muito alta à controvérsia.
