A startup chinesa de GPU Biren Technology usou a WAIC, em Xangai, para defender um caminho diferente para escalar. Em 18 de julho, a empresa apresentou sistemas de "supernode" de próxima geração que usam transmissão óptica de dados — luz, em vez de cobre — para conectar grandes quantidades de chips de IA em um único cluster.

Romper o teto do cobre

A principal reivindicação está na interconexão. Os links tradicionais de cobre limitam de forma prática um servidor a cerca de 128 GPUs antes que a perda de sinal e o consumo de energia se tornem proibitivos. O projeto da Biren, baseado em near-packaged optics (NPO), que aproxima fibras ópticas dos chips, foi concebido para escalar até 1.024 placas de processador em um único cluster — um aumento de ordem de grandeza no número de aceleradores que podem agir como uma só máquina.

‘Uma escolha inevitável’

O vice-presidente de arquitetura de framework de IA da Biren, Ding Yunfan, resumiu a mudança sem rodeios: "a interconexão óptica se tornou uma escolha inevitável". Segundo ele, o desempenho de uma única GPU já não é o gargalo; o problema difícil é reunir milhares de chips em um sistema coerente, e o cobre simplesmente não consegue transportar a largura de banda exigida para isso.

Por que isso importa para a China

A proposta está inseparavelmente ligada à geopolítica. Com os controles de exportação dos EUA limitando o acesso aos aceleradores mais avançados da Nvidia, empresas chinesas tentam compensar isso no nível do sistema — vencendo na forma como os chips são conectados, e não no desempenho bruto de qualquer dado individual. Se o agrupamento puder neutralizar a desvantagem por chip, a interconexão se torna uma forma de contornar a matemática das sanções.

O pano de fundo do financiamento

A Biren está ampliando essa ambição com uma campanha de captação de recursos; a empresa foi separadamente apontada como interessada em levantar cerca de US$ 900 milhões para financiar sua estratégia de GPUs. A revelação do supernode é sua resposta técnica mais clara até agora à pergunta de como um ecossistema sancionado constrói computação em escala de fronteira.