O Financial Times informou em 29 de julho que a equipe dedicada ao AlphaFold da Google DeepMind deixou de existir como unidade. Seus membros foram redistribuídos ao longo do último ano para projetos centrados no Gemini, design de enzimas, fusão nuclear, genômica e para a Isomorphic Labs, a spin-off de descoberta de medicamentos da Alphabet.
A DeepMind não está negando
A vice-presidente de pesquisa Pushmeet Kohli falou oficialmente: "Nossa estratégia ao longo dos últimos nove anos tem sido focar em grandes desafios… um objetivo concreto no qual cada projeto se concentra. A estratégia evoluiu." Um porta-voz acrescentou que muitos pesquisadores do AlphaFold "continuam hoje a impulsionar avanços científicos e tecnológicos em toda a Google, Google DeepMind e Isomorphic Labs." Isso é uma confirmação, ainda que reformulada.
O que não está acontecendo
O AlphaFold não foi encerrado. O AlphaFold Protein Structure Database, com mais de 200 milhões de estruturas previstas, continua no ar, assim como o AlphaFold Server e o AlphaFold 3 para uso acadêmico. O Engadget publicou originalmente uma manchete dizendo que o Google havia encerrado o projeto e a corrigiu na manhã seguinte. Ninguém foi demitido — trata-se de realocação interna mais saídas voluntárias.
As saídas são mais antigas do que a reportagem
John Jumper, que compartilhou o Prêmio Nobel de Química de 2024 pelo trabalho, anunciou sua saída em 19 de junho, após cerca de nove anos. Jonas Adler e Alexander Pritzel seguiram o mesmo caminho dias depois. Ambos trabalhavam em projetos adjacentes ao Gemini — programação e pré-treinamento — e não no AlphaFold quando saíram. O FT informa que quase um quarto dos autores originais dos artigos da DeepMind já deixou a empresa por completo, embora a DeepMind nunca tenha divulgado o tamanho da equipe.
Fontes
Todas as informações disponíveis remontam ao FT. Não há confirmação independente dessa caracterização — apenas a declaração oficial de Kohli de que a estratégia mudou.
