O site da Apple na China continental publicou uma página de suporte intitulada "Using Qwen with Apple Intelligence on Mac" em 8 de agosto. Em 9 de agosto, ela havia desaparecido. Nas cerca de quinze horas em que ficou no ar, foi a primeira vez que a própria Apple — e não reportagens, nem observações gerais de Tim Cook — nomeou a Qwen, da Alibaba, como o modelo por trás do Apple Intelligence na China.
O que especificava
A página exigia macOS 26.6 ou posterior e uma de três condições de elegibilidade: estar na China continental com uma Apple Account configurada para a China continental, usar um Mac modelo China continental ou estar fisicamente na China sem nenhuma conta conectada. A ativação ocorria em Ajustes do Sistema, em Apple Intelligence e Siri, e exigia um login em conta Qwen.
Apenas para Mac
O alcance era restrito: Writing Tools em Notes e Mail, além de uma transferência para a Siri que pede permissão antes — os exemplos de comandos eram pedir à Siri para fazer a Qwen escrever um poema ou resumir um documento. Nenhuma versão para iPhone, iPad ou visionOS foi mencionada, e tampouco uma data. Fora da China continental, o equivalente é ocupado pelo ChatGPT.
Sem explicação
Nem a Apple nem a Alibaba divulgaram um comunicado. Um representante do atendimento ao cliente da Apple confirmou que a página havia sido retirada. A explicação que circula — de que os serviços ainda aguardam aprovação regulatória e de que o parceiro final está indefinido — vem apenas desse representante; o veículo que revelou a remoção diz que não foi dada qualquer razão.
Por que parece um deslize
A documentação de suporte é escrita e localizada antes de um lançamento. Uma página com uma versão mínima do sistema operacional, uma matriz de elegibilidade em três vias e um caminho de ativação passo a passo não é um rascunho. Sua remoção sugere que o lançamento depende de Pequim, e não da Apple.
