A Apple escalou seu caso de segredos comerciais contra a OpenAI em 4 de agosto, entrando com pedidos de liminar preliminar e de descoberta acelerada. Horas antes, a OpenAI havia publicado uma resposta em seu próprio site, acompanhada de capturas de tela de conversas por iMessage e e-mail. A denúncia original foi apresentada em julho de 2026 contra duas pessoas, Chang Liu e Tang Yew Tan.

O que a Apple pediu

Os pedidos buscam impedir a OpenAI de acessar ou usar informações confidenciais da Apple, preservar provas, permitir inspeção forense de dispositivos, contas em nuvem, e-mail, Slack e Teams, e a devolução de materiais. Uma investigação interna da Apple resultou em 11 nomes adicionais. A Apple afirma que Liu "acessou e baixou secretamente dezenas de arquivos confidenciais relacionados a hardware"; seu último dia na empresa foi 22 de janeiro de 2026.

Nada foi decidido

Um pedido é apenas isso: um pedido. Nenhuma liminar foi concedida, não há conclusão de apropriação indevida, e a audiência está marcada para 1º de outubro. As 11 pessoas adicionais são alvo da revisão interna da própria Apple — elas não são rés e nenhum tribunal analisou as alegações contra elas. Manchetes que descrevem a Apple como tendo bloqueado qualquer coisa estão descrevendo uma petição.

O que a OpenAI de fato admitiu

A postagem da OpenAI não é uma petição judicial. Seus pontos mais fortes são processuais: os advogados da Apple escreveram para a pessoa errada depois de confundir dois sobrenomes, e uma conversa que a Apple disse ter tido com o diretor jurídico da OpenAI, segundo a própria Apple, nunca aconteceu. No mérito, a OpenAI não nega que os arquivos tenham sido acessados após a saída — ela argumenta que a Apple nunca revogou o acesso e que funcionários da Apple pediram ajuda a Liu para localizar esses mesmos arquivos.

Escala

Mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI. Tan passou mais de 24 anos na Apple como vice-presidente de design de produto.