A Palantir divulgou os resultados do segundo trimestre em 3 de agosto às 20:05 UTC. A receita de US$ 1,935 bilhão avançou 93% em relação ao ano anterior e 19% em sequência. O lucro líquido GAAP foi de US$ 1,062 bilhão, com margem de 55%, e o fluxo de caixa livre ajustado ficou em US$ 1,220 bilhão.
A divisão
A receita nos EUA alcançou US$ 1,573 bilhão, alta de 115%. Dentro desse total, a área comercial nos EUA cresceu 149%, para US$ 764 milhões — e 28% apenas em relação ao trimestre anterior — enquanto o governo dos EUA avançou 90%, para US$ 809 milhões. O lucro por ação diluído foi de US$ 0,41. Quantidade de contratos: 220 no valor de pelo menos US$ 1 milhão, 98 de US$ 5 milhões ou mais, 73 acima de US$ 10 milhões.
Qual número é receita
Três cifras grandes no comunicado não são receita. O valor total de contratos fechados de US$ 3,373 bilhões e o valor remanescente de negócios da área comercial nos EUA de US$ 6,238 bilhões são bookings e backlog. A projeção elevada de US$ 8,15 bilhões é uma previsão. E a taxa de crescimento de 149% está sobre uma base menor — em dólares absolutos, o negócio governamental ainda é maior do que o comercial, que gerou a manchete.
Ajustado versus reportado
O lucro operacional ajustado foi de US$ 1,194 bilhão, com margem de 62%, e o CEO Alex Karp situou a pontuação da empresa no "Rule of 40" em 155%. Ambos são indicadores não GAAP definidos pela própria companhia, assim como os US$ 4,5–4,7 bilhões de fluxo de caixa livre ajustado projetados para o ano. O valor reportado é o de US$ 1,062 bilhão acima. A receita do terceiro trimestre é projetada em US$ 2,160–2,164 bilhões.
De quem é a leitura
Karp atribuiu o trimestre à demanda por IA soberana — "A demanda por soberania em IA agora foi liberada" — e a empresa credita isso à sua plataforma AIP. Essa é a versão da própria Palantir sobre seu crescimento; o comunicado não traz medida independente de quanto do aumento se deve aos produtos de IA, em vez do trabalho em governo e defesa que a empresa sempre realizou.
