Anthropic disse em 22 de julho que fará mais uma doação de US$ 20 milhões à Public First Action, o grupo de advocacy que defende a regulamentação da IA — dobrando seu compromisso total para US$ 40 milhões após uma doação idêntica em fevereiro.

Não é um super PAC

A distinção importa juridicamente. A Public First Action é uma organização sem fins lucrativos isenta de impostos sob a regra 501(c)(4), e um porta-voz da Anthropic disse que a doação "cannot be used to influence the election of any candidate for federal, state or local office." A lei federal permite que esse tipo de grupo veicule anúncios sobre temas — anúncios sobre um tema de política pública, e não sobre um candidato. O grupo tem super PACs afiliados, mas este dinheiro não vai para eles.

Quem a dirige

A Public First Action foi fundada em 2025 por dois ex-membros do Congresso — Brad Carson, democrata, e Chris Stewart, republicano. Sua missão declarada é "mitigating major AI risks", e o grupo defende exigências de transparência em IA, salvaguardas, controles de exportação sobre chips avançados e oposição à preempção federal de leis estaduais sobre IA. Ele arrecadou cerca de US$ 50 milhões, de uma meta de US$ 75 milhões para as eleições de meio de mandato de 2026.

O outro lado

Do outro lado está a Leading the Future, apoiada pelo presidente da OpenAI, Greg Brockman, e por Marc Andreessen, que se opõe amplamente à regulamentação rígida da IA e informou ter US$ 31 milhões em caixa em meados de julho, após transferir US$ 20 milhões para dois PACs afiliados. Em todo o setor, ao menos US$ 265 milhões já foram comprometidos por meio de super PACs ligados à IA antes das eleições de meio de mandato.

Dinheiro pessoal também

Registros da FEC divulgados em meados de julho mostraram que o CEO Dario Amodei doou pessoalmente US$ 1 milhão a um super PAC da Public First em maio, com cinco funcionários da Anthropic elevando o total coletivo para além de US$ 2 milhões.