A Midjourney adquiriu a Co-Star, o app social de astrologia, na primeira aquisição da história do laboratório de imagens. Os termos não foram divulgados.

O que mudou de mãos

A Co-Star soma cerca de 4,3 milhões de usuários ativos mensais e 24 funcionários. A fundadora Banu Guler se torna chief design officer da Midjourney, e o fundador da Midjourney, David Holz, disse que o app continuará inteiramente sob o controle e a direção de Guler. As empresas anunciaram o acordo por meio de posts no X, e não por um comunicado à imprensa.

O negócio é mais antigo do que a notícia

A transação foi concluída na primavera de 2026 e não havia sido divulgada anteriormente. O que ocorreu nesta semana foi a divulgação, não a aquisição — uma distinção que a maioria da cobertura deixa de lado.

Dois números, não um

Guler afirmou separadamente que a Co-Star alcançou 35% dos jovens nos EUA, com dezenas de milhões de downloads. Trata-se de uma alegação de alcance acumulado feita pela fundadora, e não é a mesma coisa que a cifra de 4,3 milhões de usuários ativos mensais. Confundir as duas coisas infla o app em uma ordem de magnitude.

O que a Midjourney está realmente comprando

Não é capacidade de modelo — a Midjourney já tem isso. Ela está comprando talento em design voltado ao consumidor e uma superfície de app independente, o que combina com uma empresa que passou anos distribuindo um modelo de imagem de ponta por meio de um bot no Discord, uma interface que filtrava discretamente sua base de usuários, reduzindo-a a pessoas dispostas a aprender comandos de barra.

Para onde isso vai

A Bloomberg informou, junto com a aquisição, que a Midjourney está construindo seus próprios aplicativos. A promessa de Holz de que a Co-Star permanece sob a direção de Guler sugere que ela continua como produto, em vez de ser absorvida por talento — um arranjo incomum, e que só funciona se o comprador realmente quiser que o que comprou continue existindo.