Google lançou três modelos Gemini em 21 de julho — e o que todos esperavam não estava entre eles. Gemini 3.6 Flash, Gemini 3.5 Flash-Lite e uma Gemini 3.5 Flash Cyber voltada para segurança foram apresentados juntos, enquanto o carro-chefe Gemini 3.5 Pro continua em testes com parceiros, sem data definida.
Saída mais barata, conhecimento mais recente
O Gemini 3.6 Flash custa US$ 1,50 por milhão de tokens de entrada e US$ 7,50 por milhão de saída, abaixo dos US$ 9 do Flash anterior. A Google diz que ele gera 17% menos tokens de saída no índice Artificial Analysis e até 65% menos no benchmark de engenharia agêntica DeepSWE — o número que mais importa para os custos operacionais de agentes. Seu corte de conhecimento passa de janeiro de 2025 para março de 2026, em toda a janela de contexto de 1 milhão de tokens.
O salto nos benchmarks
Em comparação com o 3.5 Flash, o novo modelo marca 49% contra 37% no DeepSWE, 63,9% contra 49,7% no MLE Bench e 83,0% contra 78,4% no OSWorld-Verified. O Gemini 3.5 Flash-Lite, a US$ 0,30/US$ 2,50 por milhão de tokens e com cerca de 350 tokens de saída por segundo, quase dobra o desempenho do antecessor no Terminal-Bench 2.1 (54% contra 31%) e está sendo incorporado ao Google Search.
Um modelo que a maioria das pessoas não pode usar
O Flash Cyber é a exceção: ajustado para encontrar e corrigir vulnerabilidades de segurança, ele chega como um piloto de acesso limitado dentro do CodeMender, restrito a governos e parceiros confiáveis por motivos de uso dual, sem API pública e sem preço divulgado. A Google afirma que o modelo tem desempenho de fronteira competitivo no benchmark CyberGym.
E então, o Gemini 4
A frase enterrada no anúncio carregava o maior peso: a Google diz ter iniciado "nosso ciclo de pré-treinamento mais ambicioso até agora, para o Gemini 4." Sobre o 3.5 Pro, a empresa apenas repetiu que está testando com parceiros e que o lançará "assim que estiver pronto" — depois de dizer aos desenvolvedores, em maio, que ele estava a um mês de distância.
