Candid Health convenceu investidores de que a cobrança médica — a área administrativa mais detestada da saúde — é um problema de IA que vale uma aposta em dobro. A startup anunciou uma rodada Série D de US$ 120 milhões em 22 de julho, liderada pela Sixth Street Growth, com participação de Oak HC/FT, 8VC e Y Combinator, a cerca de três vezes sua avaliação da Série C de fevereiro de 2025. O total captado agora supera US$ 219 milhões.

O problema

Os EUA gastam cerca de US$ 280 bilhões por ano em gerenciamento do ciclo de receita — a engrenagem burocrática de codificar pedidos, enviá-los, contestar recusas e cobrar o pagamento. O processo continua notoriamente manual, sujeito a erros e é uma das principais causas de esgotamento entre médicos.

O produto

A Candid vende uma plataforma autônoma de ciclo de receita: IA que lida com cobrança, pedidos e cobranças do início ao fim, substituindo ou sobrepondo software legados de RCM. Ela processa cerca de US$ 7 bilhões em pedidos anualmente para mais de 200 clientes da área de saúde.

A tração

A receita anual recorrente contratada cresce 190% ano a ano, com retenção líquida em dólar de 180% em 2025 — o tipo de métrica que explica uma avaliação triplicada em 18 meses.

Os fundadores

O CEO Nick Perry — cinco anos na Palantir liderando trabalhos em saúde — e o COO Doug Proctor, que construiu sistemas de defesa e inteligência lá, fundaram a Candid em 2019. O ritmo de captação conta a história: uma rodada de US$ 29 milhões em meados de 2024, uma Série C de US$ 52,5 milhões liderada pela Oak HC/FT em fevereiro de 2025 e, agora, esta — três captações em cerca de dois anos. A tese agora está em alta no health tech: as vitórias mais rápidas da IA na medicina são administrativas, não clínicas — sem necessidade de aprovação da FDA, e o retorno aparece no próximo ciclo de cobrança.